TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

Procedimento de transplante pulmonar inter-vivos.
Leia abaixo e saiba mais.

O procedimento de trasplante de órgãos é proveniente da doação de órgãos ou de tecidos, este sendo um ato pelo qual manifesta-se a vontade de doar uma ou mais partes do corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas. A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos, como o rim, parte do fígado e da medula óssea, pode ser feita em vida.

Se feita após a morte do doador, esta morte deve ser encefálica, ou seja, é a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sanguínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderão ser doadas as córneas.

O passo principal para alguém se tornar um doador é conversar com a família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito, porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual se manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas. Quando o potencial doador efetivo é reconhecido, a central de transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está esperando um órgão. A escolha do receptor será definida de acordo com a ordem da lista de espera que leva em consideração: a compatibilidade entre o doador e o receptor, o tempo de espera e a urgência.

O transplante lobar intervivos está indicado em adultos de pequeno porte e crianças, nos quais a probabilidade de encontrar doadores de peso e altura compatíveis é muito pequena. Consiste no implante de um lobo inferior direito e um lobo inferior esquerdo retirados de dois doadores vivos (geralmente familiares). Embora tenham sido obtidos resultados satisfatórios com a técnica (sobrevivência de 70% após 1 ano e 45% após 5 anos), poucos centros têm realizado esse procedimento (pouco mais de 250 casos em todo o mundo). A grande limitação é o dilema ético envolvido, ou seja, expor duas pessoas saudáveis aos riscos (inclusive de morte) de uma lobectomia para beneficiar um indivíduo em estado grave.

PERGUNTAS E DÚVIDAS FREQUENTES

O QUE DEVO FAZER FARA SER DOADOR DE ÓRGÃOS?

Para ser doador de órgãos você precisa conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo, porque é ela quem decide sobre a doação. Não é necessário nenhum documento escrito nem registrado em cartório. Para ser doador basta uma atitude simples e sem burocracia.

PARA QUEM VÃO OS ÓRGÃOS DOADOS?

Os órgãos doados vão para pacientes que precisam de transplante e estão aguardando em lista única, organizada pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Ministério Público.

COMO SÃO FORMADAS AS LISTAS DE ESPERA PARA TRANSPLANTES?

As listas de espera para transplante são regulamentadas por lei e as equipes médicas especializadas em transplante são responsáveis pela inscrição dos pacientes. As listas diferem de acordo com o órgão ou tecido. Para córnea (tecido), a lista é única e a posição do paciente obedece à data do seu cadastramento junto à Central de Transplantes. No caso dos órgãos (rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas) a lista de espera é subdividida conforme os grupos sanguíneos (A, B, AB e O) e existem critérios de compatibilidade e gravidade para alocação dos mesmos.

TRATAMENTOS MÉDICOS

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