CIRURGIA DE EPILEPSIA

CIRURGIA DE EPILEPSIA

A cirurgia da epilepsia é o tratamento para aqueles que sofrem com a epilepsia.
Leia abaixo e saiba mais.

SOBRE O TRATAMENTO

A epilepsia é uma disfunção do cérebro que cursa com descargas elétricas anormais e excessivas do cérebro, que interrompem temporariamente sua função habitual e produzem manifestações involuntárias no comportamento, no controle muscular, na consciência e/ou na sensibilidade do indivíduo. Quando diagnosticado com epilepsia, o mais indicado ao paciente é a realização da cirurgia.

O exame mais importante para o diagnóstico de epilepsia é o Eletroencefalograma (EEG), que pode ser realizado no intervalo ou durante as crises, quando então a chance de identificar o local e a causa do problema é bem maior. O EEG ajuda o médico na classificação do tipo de epilepsia, na escolha da medicação mais adequada, na definição do tempo de tratamento e na programação de outros exames complementares como, por exemplo,  a tomografia computadorizada e a ressonância magnética que podem identificar lesões cerebrais e constatar a causa da epilepsia. Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, ou seja, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se identifica  nenhuma causa, é a epilepsia “idiopática”.

Para que se possa fazer uma cirurgia de epilepsia, é necessário que se identifique exatamente a área do cérebro responsável pela geração de crises epilépticas. Geralmente a investigação só é feita quando não se consegue controle adequado das crises com medicação. No entanto, algumas causas de crises epilépticas, como tumores e malformações artério-venosas, apresentam tratamento cirúrgico com altos índices de sucesso. A cirurgia do cérebro é um modo de tratamento para alguns tipos de epilepsia que não podem ser controladas com medicação. Riscos e benefícios da cirurgia devem ser cuidadosamente discutidos com os médicos que vão realizar a cirurgia. Certos testes são necessários antes da operação. Em alguns casos, a cirurgia de epilepsia requer duas operações. Nem todos os pacientes são bons candidatos à cirurgia. Fazer a cirurgia não garante que a pessoa ficará livre das crises ou não terá que tomar mais as medicações. Entretanto, as chances são grandes de que a maioria das pessoas fique sem crises após cirurgia de epilepsia bem sucedida. Como novas técnicas de imagem e registro de crises têm sido desenvolvidas, tem se tornado fácil identificar áreas cerebrais onde as crises iniciam. Estes desenvolvimentos têm elevado o sucesso das ressecções cerebrais. Outras cirurgias em grande uso são a calosotomia, a transecção subpial múltipla e as hemisferectomias.

PERGUNTAS E DÚVIDAS FREQUENTES

O que é epilepsia?

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos e se expressa por crises epilépticas repetidas.

Quais são os sintomas da epilepsia?

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores.

Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse “alerta” mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial complexa.

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Como proceder com uma crise de epilepsia?

  • Coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos;
  • Introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua;
  • Levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
  • Afrouxe as roupas;
  • Caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
  • Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar;
  • Verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;
  • Nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se);
  • Não dê tapas;
  • Não jogue água sobre ela.

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